Calçados de Segurança: Como Escolher o EPI Certo para Cada Piso e Risco
Escolher o calçado de segurança errado é um dos erros mais comuns — e mais caros — na gestão de EPIs de uma empresa. Muitos gestores tratam todos os modelos como equivalentes, quando na prática cada tipo de solado, cabedal e biqueira foi desenhado para um risco e um piso diferentes.
Neste guia, mostramos os principais critérios para escolher o calçado certo para cada operação, evitando desconforto, desgaste precoce e, principalmente, acidentes.
1. Entenda o piso antes de escolher o solado
Pisos molhados, oleosos, irregulares ou muito lisos exigem solados diferentes. Solados em borracha nitrílica, por exemplo, oferecem mais resistência a óleos e combustíveis, enquanto solados em EVA são mais leves e indicados para jornadas longas em pisos regulares, como em armazéns e centros de distribuição.
2. Biqueira: quando ela é obrigatória
Em atividades com risco de impacto ou queda de objetos — construção civil, metalurgia, logística com movimentação de cargas — a biqueira de proteção (compósito ou aço) é obrigatória. Já em ambientes administrativos ou de manuseio leve, calçados sem biqueira costumam ser suficientes, desde que aprovados para a atividade.
3. Risco elétrico exige calçado específico
Atividades próximas a instalações ou equipamentos energizados exigem calçados com isolamento elétrico certificado, sem partes metálicas expostas. Usar um calçado comum, mesmo que resistente, não substitui essa certificação específica.
4. Conforto também é segurança
Um calçado desconfortável reduz a adesão ao uso — e trabalhador que tira o EPI por desconforto fica exposto ao risco. Vale considerar palmilhas anatômicas, numeração correta e modelos com maior ventilação para jornadas longas ou climas quentes.
5. Sinais de que é hora de trocar
Solado desgastado, biqueira exposta, costuras rompidas ou perda de aderência são sinais claros de que o calçado perdeu sua função de proteção e precisa ser substituído — independentemente do tempo de uso.
Conclusão
Calçado de segurança não é item genérico: é EPI, e como tal precisa ser escolhido conforme o risco real da atividade. Na dúvida, vale consultar a ficha técnica do produto e, se possível, um especialista antes de padronizar a compra para toda a equipe.